Quando a Síndrome de Boazinha vira o maior obstáculo na minha vida
- camila gabrielle siring beckeer
- 23 de mai. de 2022
- 12 min de leitura
As pessoas dizem para deixar o passado para trás — e, de fato, estão certas. Mas existe uma diferença entre deixar o passado para trás e enterrar as coisas como se elas tivessem acontecido exatamente da forma que a outra pessoa quis fazer parecer. Quando falamos sobre relacionamentos tóxicos, geralmente esperamos ser compreendidas, mas na maioria das vezes as mulheres sofrem caladas. Preferem não tocar no assunto, seja por medo de mexer em algo doloroso ou por receio de provocar pessoas instáveis.
E tudo o que eu quero hoje é isso: paz. Seguir em frente. Mas deixo aqui a minha versão da história antes disso, porque — graças a Deus — hoje estou com uma pessoa que me completa, me faz feliz e é meu parceiro para a vida. Disso eu tenho certeza.
Você, que está lendo isso agora, talvez esteja se perguntando: "Mas por que tocar nesse assunto? Por que tornar isso público no seu blog? Seu blog não era para ajudar garotas?"
Exatamente por isso. Talvez, contando a minha história — e de como ainda estou me curando de uma crise de pânico causada por tudo isso — eu possa conscientizar alguma garota a nunca se submeter ao que eu passei. Talvez isso a ajude a mudar seu destino. Ou, se ela já estiver vivendo um pós trauma, pelo menos não se sinta tão sozinha.
Vale ressaltar: não me arrependo de algumas coisas. Se não fosse por tudo isso, eu não estaria com quem realmente amo hoje.
Para que tudo faça sentido, eu preciso contar como cheguei a esse caos. Tudo começou com um término doloroso, com alguém que eu achava ser o amor da minha vida. Mas, na verdade, ele serviu para me ensinar sobre amor-próprio.
Não irei citar nomes, mas quem me conhece sabe de quem estou falando: N, uma pessoa humilde, engraçada, com seus problemas com o alcoolismo — como muitos — mas com um bom coração. Ficamos juntos para camuflar feridas de relacionamentos anteriores. Talvez eu tenha sido muito ciumenta, desconfiada... ou talvez tenha sido apenas intuição, já que o histórico de infidelidade falava por si. Sem julgamentos — vivi com ele uma história de filme adolescente. Guardo todas as lembranças com carinho e respeito.
Mas foi na morte da Carol — uma amiga que conheci em apenas dois meses, mas com quem acredito que teria construído uma amizade profunda — que tudo virou de cabeça para baixo. Ela estava em um relacionamento abusivo que levou ao suicídio.
Isso não é o foco central, então voltando...Na época da morte dela, eu e N já havíamos terminado (ou estávamos dando um tempo, não sei). Talvez eu o tenha sufocado demais. Talvez só quisesse o mínimo de um relacionamento saudável. Mas não percebia que ele, com seus próprios traumas e vícios, talvez estivesse enfrentando fobias.
Terminamos. E eu fiquei sem rumo. Naquela época eu era corajosa. Sair de bicicleta, ser independente, estar sozinha — nada disso era um problema para mim. Mas, movida pela carência, acabei me envolvendo com um verdadeiro colecionador de... mulheres. Ele foi apenas uma distração. Sofri um pouco, claro. Enquanto ele me descartava e se envolvia com outras (sei lá quantas), conheci outro cara pela internet.
Uma bela transferência de carência, né Camila? Eu tinha 17 ou 18 anos. Já deveria ter algum juízo... mas só fui entender as coisas de verdade com 23.
Depois de várias humilhações e “bolos” do T, decidi me valorizar. Parei de encontrá-lo. Mas, ao invés de focar no autoconhecimento, me envolvi com o cara da internet — que nem era da minha cidade.
O primeiro ano parecia perfeito. Achei que tinha encontrado o amor dos meus sonhos. Apesar de não me atrair tanto pela aparência dele (na internet parecia o Chay Suede, na vida real... nem tanto), pensei: "Vamos parar de ser perfeccionista, Camila. Vamos parar de ser preconceituosa. Tem que gostar do que é por dentro, do caráter!"
Claro. Mas mal sabia eu que estava caindo nas mãos de um dos piores narcisistas que já cruzaram meu caminho. Já deixei de sentir rancor de muitos ex, inclusive alguns que hoje até cumprimento na rua. Mas esse... me causou pesadelos, crises de ansiedade, despersonalização. Ele me fez ver o pior lado das coisas.
Alguns dizem que o problema começou quando o amigo dele se tornou meu amigo. Ele mesmo pediu para eu ajudar o tal amigo a conseguir uma namorada. Só que esse amigo era mais presente, gostava das mesmas séries e assuntos que eu... era mais amigo que o próprio namorado.
Enquanto o meu namorado mentia dizendo que ia dormir (mas ficava jogando), eu tentava curtir viagens com minha família. Ele me perturbava o tempo todo, me impedindo de viver o presente. À noite, quando eu queria falar com ele, ele sumia. Me restava conversar com quem estava ali, disponível — com bons assuntos, com presença.
E claro, um narcisista não aceita ser deixado de lado. Quando voltei de viagem, ele me pediu em casamento. Isso mesmo. Fiquei noiva com 1 ano de namoro. Na época achei maravilhoso, pois estava carente. Só estava com ele por carência — mas não percebia isso.
No fundo, sabia que os sentimentos não eram recíprocos. Mas eu tinha medo de terminar. Nunca havia terminado com ninguém e tinha receio do que as pessoas iam pensar. Porque quando é a mulher que termina, sempre demonizam mais.
Vou confessar: como eu não o amava de verdade, e nem sabia o que era amor naquela época — dominada pelo ego e pelo medo do julgamento — comecei a me apaixonar pelo amigo dele.
Sim, eu sei. A voz julgadora aí dentro pode estar dizendo: “Nossa Camila, mas aí também não, né?”
Mas antes de parar de ler, eu preciso deixar claro: NADA, absolutamente nada justifica o que ele causou na minha vida.
Seria saudável eu dizer que gostava do amigo dele, e ele simplesmente dizer: "Tudo bem, vamos terminar.”
Mas não. Ele passou a fazer chantagens emocionais. Quando tentei terminar, ele ameaçou se matar, dizia que eu seria a responsável pela morte dele.
E aí mora o problema. Eu assumi minha culpa, minha parte, disse que não o amava mais. Mas ele continuou. Chegou até a aparecer na minha casa sem avisar.
Quando você começa a tomar raiva de alguém, e essa pessoa aparece assim, te pega desprevenida, isso é opressor. Na frente dos meus familiares, tive que fingir que estava tudo bem.
Tinha medo. Medo de ser julgada, de ser excluída. Sabia que ele faria questão de me pintar como a vilã, até mesmo para a minha família. Então eu cedi. Fiquei com ele.
Por dois motivos:
Achei que aprenderia a gostar dele e, segundo, ele já estava comigo, né? Quem garante que o possível amor da minha vida iria mesmo ficar comigo? E confesso: fui covarde. Quis manter ele por perto. Mas foi aí que começou o fundo do poço.
Eu não podia sair com minhas amigas, ficava isolada no interior e, quando saía, era sempre briga. Aliás, bem antes de tudo isso acontecer, já era nítida a insegurança dele e o controle. Me acusava praticamente de ter ido a um show com minha amiga (que eu nem fui), chamava minha amiga de “piranha”, fazia eu me afastar de cada pessoa que eu gostava, criava intrigas entre meus familiares, ficava nervoso com o que eu era.
Pintei meu cabelo de ruivo — ele não gostou, disse que eu estava ficando ruiva para agradar o amigo. Minha amiga F até me defendeu, porque me conhece desde pequena e sabe que eu sempre amei personagens ruivas, e queria aquele tom muito antes de conhecer os dois.
Estou contando o que lembro, mas pouco a pouco ele foi conseguindo me transformar em algo que eu não era. Vou deixar aqui a foto do antes, durante e depois.
Ah, e não podemos esquecer do discurso de vitimismo que ele sempre usava quando alguém ficava do meu lado. E as vezes que ele conversou com minha mãe e fez um terror psicológico, até ela vir correndo — ou melhor, voando — achando que eu estava ficando maluca, quando na verdade era ele que estava me enlouquecendo.
Ele seguia todo tipo de mulher no Instagram, e claro, eu achava que o defeito era meu por me incomodar com isso. Por muito tempo, achei que eu era a tóxica, e isso foi um prato cheio de culpa que me manteve ainda mais amarrada a ele. Fui me calando. Deixei de conversar com o amigo — que, inclusive, ele falava mal pelas costas e sempre invejou.
Percebi que ele praticamente copiou o jeito do amigo em tudo. E eu ainda dei corda, tentando camuflar o que estava sentindo, porque era "pecado"... Eu me incomodava com os comportamentos dele, e agora parecia que ele fazia mesmo de propósito para me perturbar, me causar ciúmes. Conversava demais com mulheres do trabalho, de forma íntima, curtia foto de mulheres peladas. Eu não tinha paz em momento algum.
E ele piorava sendo ausente, mas ficava com ciúmes quando eu conversava com alguma amiga. Me entupia de lanche, mas achou ruim quando comecei a engordar. Comecei a tomar remédios para depressão e ansiedade — e isso me deixou muito inchada para o meu corpo. Foi aí que ele começou a me descartar e fazer piadas sem graças tipo Dragão, gordinha...
As inseguranças batiam forte, e eu me deixei levar pela dependência emocional. Perdi o controle de tudo, ainda mais quando chegou a pandemia. Quando ele percebeu que já não era mais suficiente me machucar me deixando na casa da minha vó, ele me chantageou com comparações: dizia que a mãe dele sempre fez tudo sozinha e que, por isso, eu também deveria morar sozinha, perto dele, em uma cidade grande onde eu nunca havia andado.
E eu, com medo de perder ele — já vítima da dependência — fui. Mas ele não queria que eu morasse com ele, queria que eu arrumasse um apê sozinha. Ou seja: “quero evitar custos, quero você perto, mas não quero assumir responsabilidade sobre o nosso relacionamento”.
Pausa na história mas vale reforçar : Não espero que todos compreendam essa história por completo, afinal, escrevi este texto como um desabafo sincero. Sei que podem surgir críticas — afinal, quando questionei a mãe dele sobre as conversas íntimas que ele tinha com mulheres do trabalho, ela disse: “Ah, deve ser só uma amiga, kkk”. Agora, comigo, sou queimada na fogueira, não é? Como uma verdadeira escorpiana, sei que a justiça pode tardar, mas nunca falha. Este texto é meu lado da história, para colocar os pingos nos “is” e mostrar a verdade que só eu posso contar.
Para evitar brigas, parei de falar com o amigo — amigo dele. Fui me sentindo cada vez mais solitária, com trabalho acumulado, gente enchendo meu ouvido. Eu fui adoecendo. Eu chorava e, do nada, ele passava por mim chorando e dizia que tinha nojo de me ver daquele jeito. Dizia que não conseguia gostar de mim. Mas era tarde demais. Eu estava tão dependente que omitia tudo para quem me amava — minha mãe, minha salvadora.
Ah, esqueci de citar o complô contra mim por causa da minha mente sem preconceito religioso. Vou dar um exemplo de um ocorrido: eu estava no caminho de encontrar uma espiritualidade sem dogmas, mas ainda era muito reprimida. A culpa sempre caía sobre mim. Ele contava nossos problemas para uma mulher da igreja, que depois vinha falar pra mim que estava tendo visões de que “alguém” estava atrapalhando a gente.
Eu me sentia péssima naquela igreja. Era tudo, menos divino. Me sentia mal por me sentir mal. Mas hoje entendo o porquê — pode ser assunto pra outro dia.
Em um momento, fui fazer as unhas com uma parente em comum dele e comentei, numa conversa casual, que eu admirava muito religiões como Wicca, Umbanda e que deveríamos respeitar todas. Pois bem: um dia, implantaram um pirulito (ou sei lá o que) dentro da terra de uma planta que já estava há anos no quintal. Não sei quem teve a “visão” de tirar a planta. Chegaram lá, arrancaram a planta e me acusaram de bruxaria sendo que eu nem tinha conhecimento de nada, até porque se eu tivesse não estaria passando por aquilo.
Ah, esqueci de dizer que quando eu tinha meu potinho de cristais, a mãe dele praticamente me acusou de fazer altar pro diabo. E que ela não aceitava isso dentro de casa. Percebe como fiquei engessada, sem poder ser eu mesma?
Todos os chás que eu fazia pra mim também incomodavam. Eu não podia ser eu mesma, praticar fitoterapia, porque tudo era muito mistificado. E tudo que não fosse da igreja deles era “do demo”. Isso me gerou traumas até hoje.
Sem falar nos outros boatos que inventaram de mim, que nem lembro, porque meu cérebro apagou pra me proteger.
Pois bem. Chegou ao ponto de que eu queria visitar meu tio, que morava pertinho, e ele não queria me levar. Mandava eu ir sozinha, de ônibus. E eu, naquele estado emocional, não conseguia sair de casa pra pegar um ônibus. Não sabia nem onde meu tio morava, porque tinha se mudado.
Sofri muito tempo calada. Devia realmente ter feito o que ele pediu da primeira vez: ter ido pra casa da minha mãe a 3 mil km de distância. Mas nesse ponto, ele só queria isso pra me afastar do amigo, que ele não queria ver feliz. Também não queria me ver feliz.
Enfim, ele terminou comigo pelo celular. Lembro até hoje: eu deitada no chão, chorando, sem conseguir me mover.
Não conseguia olhar na minha cara, e minha mãe ordenou à mãe dele que me mandasse com meu tio, pois já havia comprado a passagem de avião. Eu fui. Chorei sem parar, mas fui — sem forças — e foi uma humilhação sair na rua com pessoas me vendo chorar, toda estranha. Uma das poucas lembranças boas desse dia foi meu priminho me vendo daquela forma. Ele era pequeno e me abraçou dizendo: “Não chora, tudo vai ficar bem”. Como eu amo meus primos! ❤️
No outro dia, meu tio me levou para o aeroporto… eu fui anestesiada, fui sem medo, levei tudo e fui para Rondônia. Chegando no aeroporto de São Paulo, que era enorme, tenho certeza de que meus guias e anjos me ajudaram, porque mesmo sendo gigante, eu fui direto até o portão certo. Peguei tudo certinho. A turbulência não me assustava, nada me abalava. Cheguei bem em Rondônia, abracei minha mãe e minha irmã… e mal sabia eu que ali seria o lugar onde eu “morreria” e renasceria como outra pessoa .Criei novas memórias, melhorei meu corpo, meu emocional e encontrei a verdadeira espiritualidade. Só tenho a agradecer. Deus é muito bom.
Mas não termina por aí. Depois de muito perrengue, terapia e detox de ex tóxico… adivinha só quem voltou a me mandar mensagem? Pois é. Mas só fez isso quando descobriu que eu estava conversando com o amigo dele — que nem era mais amigo, né?
Esse amigo voltou a conversar comigo de forma sutil, mas foi gentil. Teve paciência, me distraiu com jogos, me colocou no grupo do Discord dele… e ali fiz amizades incríveis que contribuem até hoje para meu crescimento social. Foi só quando tudo estava bem que o "diabo" voltou a me infernizar, dizendo que eu não podia conversar com eles, que eles me fariam mal, que eu precisava voltar pra ele…
Pois bem: bloqueei em tudo.
Passou um ano e eu já estava webnamorando com meu atual. Ele (o ex) fez questão de mandar mensagem pro meu webnamorado pedindo pra ele me dar parabéns — só pra causar insegurança ou sei lá o que. Mandei um texto pro meu namorado explicando que ele não me deixava em paz e que era pra bloquear ele em tudo. Tive que bloquear até no PicPay e Telegram. Um verdadeiro obsessor.
A questão é que eu nunca mais consegui sair sozinha de casa. Minha mãe até tentou, saí algumas vezes, mas sempre sentia muito medo. Isso só foi piorando… e quando decidi voltar pra ficar perto do meu webnamorado, tive uma crise de pânico. Não consegui vir sozinha. Vim com minha mãe, tendo ainda muita ansiedade.
E cá estou eu, sem muita vida social, fazendo terapia e tentando lembrar de quem eu era…
Já recuperei grande parte de mim — e graças a esse amigo que hoje é meu namorado. Ele me apoia em tudo, me acalma nas crises, não me critica em nada, e percorreu todo o meu sofrimento junto comigo. Mas ainda preciso me reerguer. De fato, tudo o que aconteceu foi importante pra eu criar maturidade, deixar o ego de lado…E talvez isso nem teria acontecido se eu não tivesse sido tão teimosa. Mas as coisas acontecem como devem acontecer.
Ainda assim, estando aqui, o cara de pau fez questão de me mandar mensagem dizendo que me perdoou, que por muito tempo guardou mágoa de mim… provavelmente fez minha caveira pra um monte de gente — e ainda vem dizer que me perdoou?
Com desculpas e mais mentiras… só de ler as mensagens, meu estômago embrulhava. Só de ver as fotos, eu sentia pavor.
E eu que tenho que ser perdoada?
Tudo bem… em momentos de crise, eu errei muito, sim. Mas não acredito nesse perdão dele. Acredito em desculpas apenas pra tentar voltar a falar comigo.
E pra fechar com chave de ouro, ele disse que perdeu o melhor amigo e o amor da vida dele. Amor da vida dele?
Você trairia o amor da sua vida? Você falaria mal e manipularia o amor da sua vida? Manipularia as pessoas ao seu redor pra acharem que o amor da sua vida era louca? Seu amigo? Aquele de quem você tinha inveja, falava mal?
E as tentativas de solicitação de amizade no Steam, Discord, Facebook, perfis fakes? Isso pra mim não é amor.
E olha que eu nem citei o tanto de corte energético que fiz pra você parar de me aterrorizar nos sonhos…
A melhor coisa que ele já fez por mim foi se afastar e me deixar em paz e espero que continue assim!
Por fim, espero que algum dia ele caia na real e encontre um amor verdadeiro, que o ajude a curar os traços narcisistas e egoístas que ainda carrega, e que seja muito feliz. Não posso julgar, pois estou falando do passado — todos erramos e mudamos, e é isso que espero das pessoas que erram. Apesar de tudo, sou grata por ter conhecido o meu amor através dele; mudei muito para melhor graças ao meu atual, deixando o passado para trás, levando comigo apenas o aprendizado. Também desejo que eu consiga perdoar e me curar desses traumas— não por ele, mas por mim — para que eu não carregue essa energia em outras vidas e, assim, não reencarne com ele e para que eu desfrute da minha vida atual e futura da melhor maneira possível.



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